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sábado, 4 de setembro de 2010

Ditados Populares

Oi gentéin! :D
Hoje eu vim falar de um assunto que certamente todo mundo já descutiu com seus amigos algum lugar. Vou falar dos ditados populares.
Afinal quem nunca perguntou para um gurizinho ou uma guriazinha chata, se ela estava com "bicho carpinteiro"?
É, muita gente já falou isso, inclusive eu. :S Vivo perguntando isso pro meu irmão quando ele não para quieto. O.o
Esses dias eu e meus amigos estávamos conversando sobre isso e falamos dos ditados populares que foram modificados com o tempo. Isso mesmo, as pessoas foram mudando os ditados sem se darem conta. Vou mostrar alguns:

Batatinha quando nasce se esparrama pelo chão.
O correto é: Batatinha quando nasce, esparrama ramas pelo chão.
Está com bicho carpinteiro.
O correto é: Está com bicho pelo corpo inteiro.
Cor de burro quando foge.
O correto é: Corro de burro quando foge.
Quem tem boca vai a Roma.
O correto é: Quem tem boca VAIA Roma.
É a cara do pai, cuspido e escarrado.
O correto é: É a cara do pai esculpido em Carrara. (Carrara é um tipo de mármore, extraído da cidade de Carrara/Itália).
Quem não tem cão, caça com gato.
O correto é: Quem não tem cão, caça como gato. (ou seja, sozinho!).

E aqui vai a explicação de alguns:

•VOTO DE MINERVA:

Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa
Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
• CASA DA MÃE JOANA.
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade de Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

• FICAR A VER NAVIOS:
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum, as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

• O CANTO DO CISNE:
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de
morrer. A expressão canto do cisne representa as últimas realizações de alguém.

• AGORA INÊS É MORTA:

Houve em Portugal um rei D. Pedro (bem antes do nosso – séc. XIV) que tinha uma amante-amada (que não era a rainha), mas que ele cobria de atenções. Em uma viagem do rei, seus adversários políticos a mataram por acharem perigosa a relação dos dois. Ao voltar D. Pedro mandou desenterrá-la e coroá-la rainha. Mas aí.... Inês é morta!

• VÁ SE QUEIXAR AO BISPO
No tempo do Brasil colônia, por causa da necessidade de povoar as novas terras, a fertilidade na mulher era um predicado fundamental. Em função disso, elas eram autorizadas pela igreja a transar antes do casamento, única maneira de o noivo verificar se elas eram realmente férteis. Ocorre que muitos noivinhos fugiam depois do negócio feito. As mulheres iam queixar-se ao bispo, que mandava homens atrás do fujão.

• A VOZ DO POVO, A VOZ DE DEUS
As pessoas consultavam o deus Hermes, na cidade grega de Acaia, e faziam uma pergunta ao ouvido do ídolo. Depois o crente cobria a cabeça com um manto e saía à rua. As primeiras palavras que ele ouvisse era a resposta a sua dúvida. Assim, a voz do povo, a voz de Deus.

• DO ARCO-DA-VELHA
Coisas do arco-da-velha são coisas inacreditáveis, absurdas. Arco-da-velha é como é chamado o arco-íris em Portugal, e existem muitas lendas sobre suas propriedades mágicas. Uma delas é beber a água de um lugar e devolvê-la em outro - tanto que há quem defenda que “arco-da-velha” venha de arco da bere (”de beber”, em italiano).

• O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER
Significado: Diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.
Histórico: Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

• DA PÁ VIRADA
Significado: Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.
Histórico: a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da “pá virada”, parece-me, tem outro sentido. Ele é O “bom”. O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.

• PENSANDO NA MORTE DE BEZERRA
Significado: Estar distante, pensativo, alheio a tudo.
Histórico: Esta é bíblica. Como vocês sabem, o bezerro era adorado pelos hebreus e sacrificado para Deus num altar. Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar “pensando na morte da bezerra”. Consta que meses depois veio a falecer.
• SEM EIRA NEM BEIRA:
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que
conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.
Aqui está um telhado com eira, beira e tribeira.

Espero que tenham gostado. :D E agora sempre que forem falar algum ditado popular vocês saberão o seu verdadeiro e significado. 
Mill Beijos!
Lauren

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